Exercícios Físicos e Câncer



Os exercícios físicos e atividades físicas melhoram a capacidade funcional e qualidade de vida das pessoas e segundo estudo publicado por Idorn M, Thor Straten P. os exercícios físicos apresentam resultados de melhora na capacidade funcional pelo paciente com vários diagnósticos de câncer. Os mecanismos por trás dessa proteção são amplamente desconhecidos, mas mudanças na composição corporal mediadas por exercícios, níveis de hormônios sexuais, inflamação sistêmica e função das células imunes foram sugeridas para desempenhar um papel.

Recentemente, foi demonstrado que o exercício voluntário leva a um influxo de células imunes em tumores e a uma redução de mais de 60% na incidência e crescimento de tumores em vários modelos de camundongos. Dados os mecanismos comuns de mobilização de células imunes no camundongo e no homem durante o exercício, é possível hipotetizar que essa ligação entre o exercício e o sistema imunológico possa ser explorada na terapia do câncer, em particular em combinação com a imunoterapia. Assim, Idorn M, Thor Straten P. acreditam que o exercício pode não ser apenas "saudável", mas pode ser de fato terapêutico.

Schwartz AL, de Heer HD, Bea JW. Dizem que o exercício está associado a reduções significativas nas taxas de recorrência e mortalidade de vários tipos de câncer comuns. Sobreviventes de câncer que se exercitam podem potencialmente se beneficiar de níveis reduzidos de fadiga e melhoria da qualidade de vida, função física e composição corporal (ou seja, proporções mais saudáveis de massa magra e massa gorda). A quantidade de atividade necessária para obter efeitos protetores é moderada (por exemplo, caminhar 30 minutos por dia a 4 km por hora). O Colégio Americano de Medicina Esportiva observa que o exercício é geralmente seguro para a maioria dos sobreviventes de câncer, e a inatividade deve ser evitada. Suas diretrizes para exercícios exigem 150 minutos de atividade aeróbica moderada ou 75 minutos por semana e 2 dias por semana de treinamento de resistência (por exemplo, com faixas de exercícios ou pesos leves). Sobreviventes com linfedema, neuropatia periférica, reconstrução mamária, linhas centrais e ostomias devem seguir precauções específicas.

As evidências publicadas na meta-análise no Br J Sports Med. 2018 May, mostram que comparações indiretas indicaram que durante o tratamento do câncer, relaxamento, massagem, terapia cognitiva comportamental combinada com atividade física, treinamento aeróbico e de resistência (sozinho ou combinado), além de ioga, todos apresentaram tamanhos de efeito moderado a grande semelhantes.

Estes resultados mostram que temos que realizar uma prescrição e orientação de exercícios físicos bem individualizada e que temos diferentes soluções com bons indicadores de resultados positivos.

Desta forma, para pacientes em tratamento contra o câncer e após tratamento devemos incluir rotinas regulares de exercícios e atividades físicas com objetivos variados que vão desde a inserção ao convívio social até o processo de melhora de imunidade proveniente da prática de exercícios.

Vamos seguir firmes e cuidando da saúde sempre e em qualquer contexto.


10 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo